Quem poderIA nos ajudar?

A inteligência artificial está revolucionando a educação, abrindo portas para novas formas de aprender e ensinar. Como você acha que podemos usar essa tecnologia de maneira responsável, garantindo que ela ajude a desenvolver o pensamento crítico e a criatividade? 


Continue lendo o post para que juntos possamos compreender sobre
seus impactos no âmbito social e educacional!
Imagem criada por IA: ChatGPT.

Ao analisarmos o uso de ferramentas digitais na educação, percebemos que elas podem ser construtivas e benéficas, mas também apresentam desafios significativos, como o uso excessivo em quaisquer atividades a serem realizadas, seja acadêmica ou não. É crucial estabelecer uma relação equilibrada entre tecnologia e pedagogia, pois o futuro permanece incerto, e não sabemos exatamente como as IAs serão integradas ao nosso dia a dia.

Essas ferramentas são moldadas pelas ações humanas, pois necessitam de dados e conhecimentos que obtemos por meio de pesquisas e informações disponíveis na internet. Nesse contexto, é importante destacarmos que a inteligência artificial não é uma inovação recente; sua evolução começou nos anos 90 e continua a avançar constantemente. Com isso, surge uma pergunta comum: será que a IA generativa pode substituir o ser humano? Inicialmente, pode-se pensar que sim, mas essa afirmativa requer algumas distinções, visto que a IA generativa reproduz e imita a linguagem humana, mas sua capacidade criativa se origina das informações que compartilhamos, sejam elas precisas ou não.

No entanto, o Brasil ainda enfrenta grandes desafios relacionados ao uso de IAs nas escolas, já que muitos professores e a equipe escolar não estão preparados, consideravelmente, para a orientação de seus alunos sobre o uso adequado dessas ferramentas. Isso resulta em um mau aproveitamento das tecnologias, em que os estudantes, ao buscarem aplicativos como o "ChatGPT", tendem a aceitar respostas automáticas como verdades absolutas. Esse comportamento diminui a capacidade crítica, ética e racional dos alunos, que muitas vezes optam por soluções rápidas em vez de buscar um aprendizado mais aprofundado. Vivemos numa sociedade onde o acesso ao conhecimento é imediato, facilitado pelas buscas nas tecnologias de informação, mas é fundamental compreender as fontes de onde esses conteúdos são retirados. Essa realidade intensifica a necessidade de uma análise crítica e reflexiva sobre as metodologias de uso dessas ferramentas, promovendo a capacitação do indivíduo para avaliar a veracidade e a origem dos conteúdos consumidos.

Lucia Santaella traz um alerta em seu artigo ao afirmar que "os jovens estão com a mão na massa do GPT. É inevitável que façam uso dele para todos os tipos de tarefas, educativas ou não", ressaltando que o uso dessas tecnologias para a realização de diversas atividades, incluindo tarefas escolares, se torna uma prática comum e de uso imediato, que já faz parte da vida do estudante. Observando por esse aspecto, embora possa ser considerada uma ferramenta pedagógica útil, a IA, se não for acompanhada de uma orientação adequada, pode prejudicar o aprendizado dos alunos.

As potencialidades da IA demonstram o quanto essa área é promissora em diversos campos, e a educação pode, também, usufruir de seus benefícios de forma favorável. Sabendo que se trata de uma tecnologia que se "alimenta" de outros saberes humanos para analisar e fornecer informações, a inteligência artificial se torna uma aliada na formação de alunos e professores. Ela pode servir de suporte na personalização do ensino-aprendizagem e na oferta de materiais complementares de estudo, se adequando, também, às necessidades específicas de cada atividade.

Por outro lado, a inteligência artificial está presente em diversos contextos do cotidiano, mas ainda há obstáculos que dificultam seu acesso efetivo às tecnologias digitais. Enquanto algumas pessoas utilizam essas ferramentas como colaboradoras, sob outra ótica, há também limitações no acesso devido aos desafios na formulação de políticas públicas que incentivem sua adoção. Além disso, o desequilíbrio entre o uso inadequado e a resistência à implementação dessas tecnologias contribui negativamente para o entendimento verdadeiro de sua prática e para a expansão de sua execução.

Levando em consideração as oportunidades que temos com a implementação das IAs nas escolas, acreditamos que ela se tornará um recurso fundamental na construção de atividades que estimulem o nosso desenvolvimento como profissionais da educação. Podemos ver como a integração da inteligência artificial com softwares educativos pode transformar nossa prática pedagógica, abrindo um mar de possibilidades inovadoras de aprendizagem. Essa contribuição nos ajudará na criação de meios interativos para o ensino, no auxílio na elaboração de estratégias para atender as necessidades de determinado aluno, como também na confecção de materiais expositivos. Ou seja, estimulará a criatividade e a inovação em nossas abordagens.

Dessa forma, é possível concluir que a inteligência artificial ocupa um papel de suma importância na educação contemporânea, pois pode oferecer benefícios significativos. No entanto, ainda há obstáculos que precisam ser enfrentados. Para potencializar o uso dessas ferramentas digitais, é fundamental que educadores e instituições estejam devidamente preparados, de forma profissional, para integrar essas tecnologias de maneira consciente e crítica. Assim, os alunos poderão desenvolver suas habilidades de forma ética e reflexiva, formando um pensamento crítico sobre quaisquer temas abordados.

4 comentários:

  1. Verdade meninas, muitos alunos vão em busca dessas IAs para fazerem suas atividades e trabalhos escolares ou acadêmicos, muitas das vezes aceitam qualquer resposta dada por essa ferramenta e não procuram lerem e saberem se aquilo está realmente correto ou não, fazendo com que eles se acomodem nesse ciclo de pegarem essas respostas automáticas e não procurem saber a verdade. Em outra perspectiva elas realmente ajudam nós seres humanos a ampliarmos nosso conhecimento se usada de forma adequada, muitas das vezes podemos utiliza-las para enriquecermos nossos projetos e trabalhos pedagógicos, fazendo com que fiquem mais interessante com outras perspectivas e com um visual mais sofisticado.

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  2. Meninas, já começo dizendo que achei o título criativo! Vi que citaram o Chatgpt, e ao trazer uma imagem criada por ele, vocês mostram que a IA nos dá um mar de possibilidades, e cabe a nós usarmos com responsabilidade e ética.

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  3. Achei a postagem bem interessante. Realmente, a utilização das IAs tem os dois lados, tanto os benefícios quanto os contras. É justamente utilizar-lá de forma consciente, sabendo que é uma “máquina” alimentada pelas próprias pessoas, ou seja, são diversas informações que se transformam em outras informações e não é de certeza tudo que está ali. Além disso, por ela não ter a capacidade de pensamento crítico, já é o bastante para a gente saber a importância de não ser reflexo dela, e acabar se acostumando a não pensar. Gostei bastante do texto de vocês, meninas.

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  4. Grasi e Clara, vocês iniciam com uma frase que me fez questionar: o que vocês estão compreendendo sobre o o uso de ferramentas digitais na educação? Quando discutimos sobre IA, estamos querendo um uso numa perspectiva de ensinar a usar a IA ou queremos provocar os alunos a serem questionadores críticos, capazes de discernir a confiabilidade das fontes de informação, verificar os fatos e, especialmente em tempos de IA, a não aceitar de pronto tudo que é visto, ouvido ou lido? Não consigo perceber a integração da inteligência artificial com softwares educativos pode transformar nossa prática pedagógica, abrindo um mar de possibilidades inovadoras de aprendizagem quando temos a concepção da tecnologia como ferramenta. Observem quantas vezes vocês usaram esse termo nesta postagem. Observem que a própria Santaella explica que não existe educação sem as mediações tecnológicas que, não devem ser usadas como acessórios ou como meras ferramentas, que conformam os sistemas e os processos educativos como um todo. Pensemos sobre a concepção que vocês estão construindo sobre as tecnologias! Agora, o que noto é que ainda continuam os com a concepção da tecnologia como ferramenta, né? Vamos continuar pensando em qual perspectiva de educação e tecnologia queremos adotar!

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