Software Livre: um aliado esquecido na educação.

Sabia que existe uma discussão pertinente sobre software livre e educação? Mas, assim, qual a necessidade de compreender sobre essa temática na área pedagógica? Se estiver com curiosidade para entender, continue lendo esse post!

Fonte: https://www.fsf.org/appeal/2023-fall/software-livre-sociedade-livre-educacao-livre/image

Primeiramente é indispensável ter conhecimento sobre o software livre para esclarecer o modo em que a educação necessita do seu uso e de compreendê-lo. Entende-se que, o software é o sistema operacional da máquina, é ele quem fornece o processamento dos dados que induzem outros softwares a exercerem seu papel diante ao que diz respeito sobre a sua necessidade, ou seja, existem diversos softwares dentro de um aparelho e cada um deles tem a sua própria função. Diferentemente do hardware – a parte física da máquina. O sistema livre é aberto ao público, já que a sua programação e desenvolvimento são coletivos, e isso o difere do proprietário, porque esse outro tipo de software não disponibiliza uma licença que autorize o usuário de ajustá-lo. Então, por essa e outras razões, o software livre foi um fator transformador que gerou uma revolução no mundo, principalmente no Brasil. 

É fato que a maior perspectiva voltada ao sistema livre é uma perspectiva negativa, até porque vivenciamos um domínio das potências mundiais capitalistas com o uso do software proprietário, algo que prevaleceu como o sistema ideal de desempenho durante anos – e se mantém até os dias de hoje. Aqui no território brasileiro, o software livre é bastante utilizado dentro das comunidades escolares por conta do custo-benefício que tem, pois assim, a implementação de políticas de tecnologias digitais se tornou um pouco mais eficiente para o acesso à rede de computadores, por exemplo, já que programas foram criados para auxiliar o aprendizado dos estudantes com o uso desses meios.

A presença do digital no ambiente escolar é bastante evidente, podendo ser observada tanto nas lousas digitais quanto nas aulas remotas realizadas por videochamadas. Nesse sentido, o principal objetivo do uso dessas tecnologias na educação é promover a inserção dos computadores na vida dos alunos, auxiliando no desenvolvimento de suas habilidades tecnológicas. Ao facilitar o acesso a esse tipo de tecnologia, os alunos se tornam mais aptos a resolver problemas com o auxílio de programas eletrônicos, o que, por sua vez, impulsiona significativamente o interesse dos estudantes que desejam aprofundar seus conhecimentos na área científica. 

Além disso, por ser de código aberto, o software livre estimula a colaboração e o compartilhamento de conhecimentos, o que favorece a inovação e a adaptação das tecnologias às necessidades locais. Desse modo, as comunidades podem modificar e aprimorar os programas de acordo com suas realidades, promovendo maior autonomia e inclusão digital. Ao disseminar conhecimentos de forma gratuita e acessível, esse sistema contribui para a formação de uma sociedade mais informada, participativa e capaz de utilizar a tecnologia como uma verdadeira ferramenta de transformação social. 

É importante destacar que essa transformação implica na formação dos professores para o seu entendimento, uma vez que esses recursos estão presentes nas instituições de ensino por meio da disponibilização de redes computacionais voltadas ao aprendizado. Assim, à medida que a tecnologia avança, torna-se fundamental que tanto docentes quanto discentes acompanhem essas mudanças, garantindo maior controle e habilidade no uso das ferramentas disponibilizadas pelo governo.

O software educativo é um recurso que pode ser utilizado por meio de licenças livres, sendo um método eficiente e aliado às práticas pedagógicas. Além de serem didáticos, os softwares livres possibilitam a construção de identidades tecnológicas, pois, nesse espaço é possível gerenciar informações, personalizar ambientes e criar experiências interativas, como jogos educativos.  

Pensando futuramente em nossa prática pedagógica, destacamos que o uso de recursos licenciados impactará positivamente o ensino, ampliando nosso acesso às tecnologias e como utilizaremos dela, promovendo a autonomia na criação de materiais e na parceria entre professor e aluno. Tornando a prática mais inclusiva e inovadora, para que o ensino seja dinâmico, participativo e revolucionador.

PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO

O que se sabe sobre os mestrados disponíveis no Campus Prof. Alberto Carvalho?

Tivemos o privilégio de participar de uma roda de conversa no Centro de Excelência Dr. Augusto César Leite, momento ao qual foi apresentado pelo ERELEB — I Encontro Regional de Licenciaturas e Educação Básica e Fórum das Licenciaturas do Campus de Itabaiana —, com o objetivo de discutir a inclusão e práticas pedagógicas presentes nos diferentes tipos de mestrado. A mesa-redonda possuía como temática de debate: Diálogos entre os Programas de Pós-Graduação, que reuniu alguns docentes para esclarecerem o funcionamento desses programas como o "PROFEI" - Profa. Dra. Isabela Araújo (DEDI/UFS), o "PROFMAT" - Prof. Dr. Eder Souza (DMAI/UFS), o "PROFLETRAS" - Prof. Dr. José Ricardo Carvalho da Silva (DLI/UFS) e o "PPGCN" - Profa. Dra. Valéria Priscila Barros (DQCI/UFS), em uma conversa que foi mediada pelo Prof. Dr. Willdson Robson do Nascimento (DFCI/UFS). 

Foi um momento valioso usado para que os discentes conhecessem um pouco mais sobre os programas de pós-graduação oferecidos pela universidade, de tal forma que fossem capazes de entender do que se trata e de como se tem acesso à eles. Durante o encontro, os professores que representam cada programa compartilharam um pouco de suas experiências ao longo da realização das atividades curriculares e trouxeram também algumas reflexões sobre os desafios e as dificuldades que enfrentavam em ambientes escolares, principalmente quando se trata de um ambiente inclusivo.

A partir do que foi exposto na conversação, entendemos que há uma diferença nos processos seletivos para cada pós, já que existem os mestrados acadêmicos e os profissionalizantes. E qual a divergência entre eles? Acontece que o acadêmico visa preparar um professor pesquisador para continuar sua carreira em áreas de pesquisa e ensino, isso, sem que já esteja atuando no cargo; enquanto o profissional necessita que o graduando esteja concursado na área em que deseja se aprofundar para, assim, aplicar técnicas que são diretamente voltadas à seu desempenho profissional. 

Então, é de extrema importância compreender as ideias de cada programa para que os profissionais busquem se aprimorar, pois, o professor é um ser de transmissão de conhecimento como, também, um receptor dele. E, dessa forma, um ambiente com diferentes práticas pedagógicas tende a se formar dentro da sala de aula, o que interliga a algo que teve um grande destaque: a inclusão presente nessas práticas pedagógicas. Se vê necessário transmitir aos alunos o modo como é relevante a temática sobre a formação continuada em um ambiente inclusivo por ser algo fundamental para a construção de uma educação mais equitativa, qualitativa e eficaz


(Imagem dos professores na finalização da mesa redonda)


AGORA VAMOS ENTENDER MAIS UM POUQUINHO
DE CADA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO

O primeiro a ser apresentado é o PROFLETRAS, esse que surgiu com a necessidade da formação continuada dos professores de Língua Portuguesa, buscando valorizar a prática do professor com foco na realidade de ensino. Esse curso tem o intuito de aperfeiçoar a formação teórica e metodológica dos docentes, desenvolver projetos que envolvam pesquisa e prática pedagógica, além de promover mudanças no aprendizado da leitura e escrita. Ele é oferecido de forma presencial e conta com a participação de Instituições de Ensino Superior públicas nas 5 regiões do país.

"O PROFLETRAS mostra que a sala de aula é, antes de tudo, um espaço de reflexão, criação e produção de conhecimento." (autor não identificado)


O Programa de Mestrado Profissional em Educação Inclusiva em Rede Nacional, o PROFEI, é destinado aos professores atuantes da Educação Básica e os de atendimento educacional especializado, é um programa ofertado tanto online quanto presencial, e tem seu foco na produção de recursos educacionais. O objetivo desse projeto é contribuir com a formação necessária para a melhoria da educação sergipana a partir de produtos que ressignifiquem as práticas pedagógicas com o intuito de torná-las mais inclusivas. E um adendo: a sede fica localizada no Campus Professor Alberto Carvalho.


Dando continuidade, há a formação para os matemáticos que procuram se aprofundar nessa área de exatas enquanto exercem a docência no Ensino Básico, com a intenção de promover qualificação para o uso de metodologias dentro da sala de aula. Um diferencial desse programa é que, caso todas a vagas destinadas não sejam preenchidas por professores da rede pública, 30% delas podem ser compostas por docentes de instituições privadas. Esse é o PROFMAT, um curso semipresencial de oferta nacional. Aliás, seus principais temas de pesquisa são: Matemática Básica e suas Tecnologias, Formação de Professor de Matemática da Educação Básica, Divulgação e Popularização de Matemática na Educação Básica.


E para finalizar, traremos um pouco sobre o PPGCN - o Programa de Pós-graduação em Ciências Naturais. Trata-se de um mestrado acadêmico, diferentemente dos outros apresentados, que envolve diversas disciplinas como Biologia, Química, Geografia, Física e Educação, além de outros campos que promovam temas relacionados à biodiversidade, meio ambiente, saúde, e ensino de ciências naturais. O programa tem seu principal foco no ponto de vista da ciência contemporânea, a fim de ter conhecimento dos recursos naturais para a solução de problemas ambientais e educacionais. Ou seja, esse é um programa interdisciplinar.